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Gina Castelo Branco


Uma viagem até a arte do Antigo Egito


Hello! How are you? Vamos falar de História da Arte? Hoje proponho a vocês uma viagem no tempo para conhecermos as origens da arte egípcia. Surgida há mais de 3000 anos a.C e voltada principalmente para temas religiosos, a arte no Egito se manifesta não somente em pinturas – presentes na decoração das tumbas – mas na arquitetura e na escultura. O governo egípcio era teocrático, onde os faraós governavam em nome dos deuses

Dentre os temas estavam a vida dos faraós, a vida após a morte e a representação de deuses, lembrando que os egípcios eram politeístas, ou seja, acreditavam na existência de vários deuses. Estes eram retratados nas obras no formato totalmente humano, com corpo de humano e cabeça de animal ou em formato totalmente animal.

 

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Era comum a junção de partes de corpo humano e de animais nas pinturas egípcias (Imagem: Reproduçaõ)

 

Sabemos que a arte do Antigo Egito é muito facilmente reconhecida por ter características que a identificam. A arte desse período era padronizada, seguindo algumas regras. A principal regra era a lei da frontalidade, que consistia em representar as figuras com o tronco de frente, a cabeça e as pernas de perfil. Esse padrão foi mantido durante milênios. Outra característica é representação das figuras sem seguir uma proporção com a realidade, mas seguindo uma hierarquia: o faraó era representado em tamanho maior que as outras figuras da pintura. Noções de espaço, luz e profundidade também não eram aplicadas nessas pinturas.

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Nas pinturas, não eram aplicadas noções de proporção ou profundidade (Imagem: Reprodução)

 

Para as pinturas, a tintas eram retiradas da natureza e as cores utilizadas tinham significados específicos.

A escultura egípcia foi marcada também pela questão religiosa, representações dos deuses e faraós. Feitas para serem colocadas nas tumbas dos faraós, muitas esculturas eram feitas em ouro e os egípcios possuíam uma técnica admirável. Essas esculturas eram colocadas para ficar junto aos mortos. A morte tinha um grande significado para esse povo, visto que se tratava de uma passagem para a imortalidade da alma, na qual acreditavam.

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Nefertiti, escultura egípcia (Imagem: Reprodução)

 

A arquitetura egípcia dispensa apresentações. As famosas pirâmides são o principal símbolo dessa cultura. Essas imponentes construções visitadas por pessoas do mundo inteiro eram feitas de blocos de pedra que se encaixam perfeitamente pois as medidas eram calculadas matematicamente para chegar ao resultado que é possível vermos até hoje. Dedicadas aos faraós, as pirâmides tinham em seu interior itens valiosos pertencentes a esses governantes, além de escritos em hieróglifos nas paredes das construções.

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As impressionantes pirâmides do Egito (Imagem: Reprodução)

 

Outro destaque são as esfinges: construções que representavam uma imagem com cabeça humana e corpo de leão, representando o poder e a sabedoria dos faraós. A mais famosa delas é a Esfinge de Gizé, que chega a 20 metros de altura.

A cultura egípcia é de uma riqueza impressionante e é sempre uma experiência enriquecedora estudar sobre essa civilização. Vamos às dicas de hoje?

Documentário “Construindo um Império: Egito” sobre as grandes construções da civilização egípcia.

Em Teresina segue a exposição Profusão de Cores na Montmartre Arte e Galeria com obras de 40 artistas.

Esta semana relembramos o início do Modernismo no Brasil, após a Semana de Arte Moderna de 1922. Para quem vai viajar, a dica é visitar o Museu de Arte Moderna (MoMA) em Nova York, que iniciou uma programação voltada à artista Tarsila do Amaral e sua contribuição para o Modernismo brasileiro.




Quando o carnaval inspira a arte


Salut! Como estão todos? O Carnaval está chegando, por isso hoje decidi falar com vocês sobre esse tema que muito inspira a arte. Sim, o Carnaval é um período de festa, cores e alegria que já foi colocado em telas por grandes artistas que conhecemos. Vamos ver algumas delas?

Se você acompanha o Artlife, certamente irá lembrar que ano passado conversamos sobre o Fauvismo, corrente artística que explora com muita intensidade a força das cores. Um de seus maiores representantes foi o pintor francês André Derain, do qual tive a oportunidade de conhecer uma exposição ano passado em Paris, que também relatei aqui no blog. É claro que essa paixão pelas cores vibrantes renderia uma obra com a inspiração no carnaval, a pintura Figures from a Carnival, de André Derain.

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Figures from a Carnival, 1906, de André Derain (Imagem: Reprodução)

 

Existem personagens que aparecem em todo carnaval e fazem parte de toda a cultura e significado desse período, são eles: Pierrot, Arlequim e Colombina. Eles são personagens do estilo teatral Commedia DellArte, surgido na Itália, e se popularizaram no mundo sendo lembrados também em nosso carnaval brasileiro. Pierrot ama Colombina, que ama Arlequim, e este, por sua vez, também ama Colombina. Esse triângulo amoroso inspira muitas obras de arte pelo mundo, onde esses personagens são retratados na visão de diversos artistas como Picasso e Paul Cezanne.

Paul Cezanne - Pierrot and Harlequin (Mardi Gras) – 1888 – óleo sobre tela (Imagem: Reprodução)
Paul Cezanne - Pierrot and Harlequin (Mardi Gras) – 1888 – óleo sobre tela (Imagem: Reprodução)

 

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Pablo Picasso - Pierrot and Colombina – 1900 (Imagem: Reprodução)

 

O Carnaval tem sua origem na Europa e inspirou a festa que temos hoje no Brasil. O nosso país aderiu ao carnaval e acrescentou suas próprias características a essa festa popular, de forma que hoje nosso carnaval tem sua essência e nossa cultura é tão rica que as festas também diferem e ganham novos elementos de acordo com a região: o samba, com desfiles exuberantes, o frevo, os blocos de rua, o axé e tantos outros carnavais que contribuem para a identidade do nosso país. Nossos artistas brasileiros retrataram, cada um à sua maneira, a nossa festa popular, com as características que só vemos aqui no Brasil e que tanto enaltecem a nossa cultura. Assim, Candido Portinari, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e tantos outros colocaram em telas as cores e emoções dessa festa brasileira.

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Tarsila do Amaral - Carnaval em Madureira – 1924 (Imagem: Reprodução)

 

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Di Cavalcanti – Carnaval – 1965 (Imagem: Reprodução)

 

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Candido Portinari – Carnaval (Imagem: Reprodução)

Carnaval é cultura, é arte! É sempre importante pesquisarmos sobre a origem e o papel que celebrações como essa têm para cultura de um povo e como elas podem nos trazer conhecimento. A dica de hoje para vocês é a exposição Profusão de Cores: obras de mais de 40 artistas na Montmartre Arte e Galeria até o dia 5 de março.

 




A arte aclamada mundialmente da brasileira Beatriz Milhazes


Hello! How are you? Hoje tive a ideia de conversar com vocês sobre o trabalho de uma das maiores artistas contemporâneas do Brasil: Beatriz Milhazes. Natural do Rio de Janeiro (1960), tem formação em Comunicação Social e Artes Plásticas, onde se dedicou a muitas atividades culturais e a lecionar. A artista se dedica a pintura, gravura e ilustração.

Dando bastante destaque nas cores e nas formas circulares, seus trabalhos seguem os padrões ornamentais que encontramos no estilo Art Déco. Suas obras também fazem referência ao artesanato brasileiro, com elementos como rendas e bordados que complementam todas as cores utilizadas pela artista, dando ao expectador a impressão de uma obra com diferentes relevos e texturas. Em muitas obras, a artista faz colagens sucessivas, aplicando imagens sobre a tela utilizando um tipo de plástico transparente.

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Obra O Mágico, de Beatriz Milhazes  (Imagem: Reprodução)

 

Em 1984, Beatriz Milhazes participou da mostra “Como Vai Você, Geração 80?”, que reuniu 123 artistas, na qual o trabalho da artista chamou a atenção por seu estilo único e o uso dos materiais. Nos anos 90, dedicou-se também à gravura e à ilustração, em 1962, ilustrou o livro “As Mil e Uma Noites à Luz do Dia: Sherazade Conta Histórias Árabes”, de Katia Canton.

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Meu Limão, de Beatriz Milhazes, uma das obras mais caras de um artista brasileiro (Imagem: Reprodução)

 

Com um trabalho que impressiona aqueles que apreciam a arte por todo o mundo, Beatriz Milhazes se consagra como uma das artistas brasileiras com maior reconhecimento internacional, com uma vasta trajetória no exterior, que começou também no início da década de 90. Defende liberdade de criação artística e o direito de produzir arte independente de posicionamentos políticos ou de limitação de temas.

Hoje, a artista se dedica a diversos projetos internacionais e em expandir a sua arte para além de museus e galerias, levando a criatividade para grandes espaços em cidades como Nova York e Londres.

Vamos às dicas de hoje?

Exposição Elegance do artista Alex Állen no Seraphim Gastronomia

Exposição Profusão de Cores, na Montmartre até o dia 5 de março.




Conhecendo mais sobre a Arte Moderna


Salut! Como estão nestes primeiros dias de 2018? Em nosso primeiro post do ano, vamos falar sobre a Arte Moderna, termo que engloba as expressões artísticas de grandes nomes que já conhecemos e discutimos, como Pablo Picasso, Salvador Dali e Claude Monet. Por Arte Moderna entendemos as manifestações artísticas que tiveram início no final do no século XIX, apesar de haverem divergências quando falamos em datas exatas dos períodos da História da Arte.

A Arte Moderna surgiu inicialmente na Europa, em um contexto de mudanças sociais. As características marcantes desse período são o rompimento com as tendências clássicas, a consciência da tela plana, o uso de cores fortes e a representação de cenas e figuras que fogem do real. Nesse período destacamos correntes importantes como o Fauvismo, o Futurismo, o Cubismo, o Surrealismo, o Pop Art e muitos outros. Um dos representantes da Arte Moderna na Europa foi o pintor alemão Ernst Ludwig Kirchner. Com inspiração no Cubismo e no Fauvismo, suas obras exploram as cores e as formas geométricas:

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Marcella, pintura de Ernst Ludwig Kirchner (Imagem: Reprodução)

 

No surrealismo, onde valoriza-se a fantasia, a loucura, destacamos o trabalho de Salvador Dalí. No Futurismo, que trabalha com a velocidade da tecnologia, a vida moderna, o movimento, as máquinas, podemos citar as obras do pintor italiano Umberto Boccioni:

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Visões Simultâneas, de Umberto Boccioni (Imagem: Reprodução)

 

No Brasil, esse período tem com ponto alto a Semana de Arte Moderna, que aconteceu em São Paulo do dia 11 a 18 de fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo. Evento de música, artes plásticas, poesias e dança, foi um dos marcos culturais da História do Brasil, reunindo nomes como Anita Malfati, na pintura. Antes, em 1917, artista inovou com suas telas expressionistas e chocou a muitas pessoas que não compreenderam sua arte e sua proposta inovadora no modernismo, que recebeu duras críticas inclusive de Monteiro Lobato.

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A Boba, de Anita Malfati (Imagem: Reprodução)

 

Assim, pudemos perceber que a Arte Moderna abrange muitas de nossas principais referências na Arte, pintores que admiramos como Picasso e Salvador Dali, teve forte representação aqui no Brasil com Anita Malfati e Tarsila do Amaral. Foi uma fase muito importante para a História da Arte e que possibilitou o surgimento de outras tendências que surgiram e hoje também nos inspiram.

Vamos às dicas de hoje?

Para conhecer mais sobre a Arte Moderna, recomendo o livro: Arte Moderna, de Giulio Carlo Argan

Livro Semana sem Fim, de Frederico Coelho: o livro fala sobre a Semana de Arte Moderna de 1922 e o que ela representa até hoje.




Foi um lindo ano: uma retrospectiva do Artlife em 2017


Salut! Como estão neste fim de ano? 2017 está acabando... e que ano maravilhoso para a Arte! Foi engrandecedor para mim compartilhar com vocês informações e aprendizados sobre o mundo da arte. Este ano, tivemos aqui no blog 54 postagens onde pudemos conversar sobre História da Arte, importantes movimentos, tendências e exposições que tive o prazer de receber em minha galeria Montmartre. Por isso, hoje resolvi relembrar com vocês os temas que discutimos em 2017 no Artlife.

No campo da História da Arte, pudemos conhecer o impressionismo, o expressionismo, o abstracionismo, importantes correntes como o Fauvismo e sua intensidade de cores, o Rococó, a arte barroca, clássica, renascentista... Pudemos explorar diferentes períodos dessa história, a Arte Moderna, Pós-Moderna, as características da Arte Contemporânea, com toda a sua liberdade de criação, livre de imposições estéticas ou de temáticas. Aprendemos que a Arte não se limita a telas ou a representações de imagens reais. Ela está em esculturas, em instalações, como vimos ao conhecer a Arte Povera, está em muros, enormes painéis, como pudemos conhecer no post sobre as maiores pinturas do mundo. Enfim, vimos que a Arte pode se manifestar em diversos lugares e formas.

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Uma das formas de arte que vimos este ano: as pinturas 3D em ruas (Imagem: Reprodução)

 

Este blog também foi durante este ano um espaço para falar sobre as exposições realizadas em minha galeria Montmartre. Este mês, comemoramos um ano em atividade, num projeto ousado, mas muito gratificante, de divulgar e valorizar a arte no Piauí. Compartilhei com vocês as exposições que promovemos: Releitura de Frida Kahlo, Caminhos de Luz, Reflexo de Amor, Amor Eterno Amor, a 1ª Mostra Internacional de Arte, Arte e Vinho, Crescer com Arte, Exposição Natal... tantas exposições que tivemos a honra de realizar este ano e trazer as pessoas para prestigiarem o trabalho de artistas que admiramos.

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Em uma de nosas exposições, recebemos a vice-governadora do estado, Margarete Coelho (Foto: Acervo pessoal)

 

Aqui também pudemos conhecer mais sobre grandes artistas que nos inspiram e são de grande importância para a História, cada um representando movimentos nos quais se destacaram e se tornaram conhecidos mundialmente. Falamos sobre Carybé, o argentino brasileiro, Picasso, Van Gogh, Michelangelo, Leonardo da Vinci e exploramos o universo feminino de Gustav Klint. Tive a honra de conhecer de perto obras de alguns artistas que abordamos aqui no blog e poder mostrar a vocês um pouco da minha experiência nessas exposições. Este ano, vocês puderam acompanhar a minha visita ao Museu de Picasso, ao museu Orangerie com os trabalhos de Monet, em Paris, bem como a exposição de André Derain, ícone do movimento fauvista.

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Registro de minha visita ao Museu de Picasso, em Paris (Foto: Acervo pessoal)
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A minha incrível experiência de expor obras no Carrousel du Louvre, em Paris (Foto: Acervo pessoal)

 

Nas viagens que fiz este ano, pude compartilhar com vocês as experiências artísticas trazidas de várias partes do mundo, como minha participação no Simpósio de Arte em Praga, onde além de aulas, pude produzir ao lado de artistas do mundo inteiro, minha visita à Bélgica, com cidades de grande riqueza artística e cultural e a oportunidade que tive de expor meus trabalhos no Carrousel du Louvre, em Paris, representando o meu estado. Foi um grande ano para a arte no Piauí e é gratificante saber que contribuímos para isso. Conhecemos artistas, aprendemos técnicas, exploramos diversos estilos e lugares juntos.

Você acompanhou tudo isso? Caso tenha perdido algo, que tal dar uma lida nesses posts do Artlife para aprender o que discutimos este ano, para começarmos mais um ano falando sobre Arte? Vale muito a pena. Que em 2018 possamos compartilhar muito mais sobre esse universo fascinante da Arte, que felizmente está sempre se renovando, se reinventando e nos dando novas questões para discutir. Nos vemos ano que vem aqui no Artlife. Feliz ano novo!





Veja mais
Gina Castelo Branco

Sou formada em Letras/Inglês (UESPI) e em Direito (NOVAUNESC), apaixonada pela arte desde a infância e no meu íntimo sempre acreditei plenamente em minha capacidade pintar... Leia mais.


20 de Fevereiro de 2018 às 21:16

Uma viagem até a arte do Antigo Egito


Hello! How are you? Vamos falar de História da Arte? Hoje proponho a vocês uma viagem no tempo para conhecermos as origens da arte egípcia. Surgida há mais de 3000 anos a.C e voltada principalmente para temas religiosos, a arte no Egito se manifesta não somente em pinturas – presentes na decoração das tumbas – mas na arquitetura e na escultura. O governo egípcio era teocrático, onde os faraós governavam em nome dos deuses

Dentre os temas estavam a vida dos faraós, a vida após a morte e a representação de deuses, lembrando que os egípcios eram politeístas, ou seja, acreditavam na existência de vários deuses. Estes eram retratados nas obras no formato totalmente humano, com corpo de humano e cabeça de animal ou em formato totalmente animal.

 

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Era comum a junção de partes de corpo humano e de animais nas pinturas egípcias (Imagem: Reproduçaõ)

 

Sabemos que a arte do Antigo Egito é muito facilmente reconhecida por ter características que a identificam. A arte desse período era padronizada, seguindo algumas regras. A principal regra era a lei da frontalidade, que consistia em representar as figuras com o tronco de frente, a cabeça e as pernas de perfil. Esse padrão foi mantido durante milênios. Outra característica é representação das figuras sem seguir uma proporção com a realidade, mas seguindo uma hierarquia: o faraó era representado em tamanho maior que as outras figuras da pintura. Noções de espaço, luz e profundidade também não eram aplicadas nessas pinturas.

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Nas pinturas, não eram aplicadas noções de proporção ou profundidade (Imagem: Reprodução)

 

Para as pinturas, a tintas eram retiradas da natureza e as cores utilizadas tinham significados específicos.

A escultura egípcia foi marcada também pela questão religiosa, representações dos deuses e faraós. Feitas para serem colocadas nas tumbas dos faraós, muitas esculturas eram feitas em ouro e os egípcios possuíam uma técnica admirável. Essas esculturas eram colocadas para ficar junto aos mortos. A morte tinha um grande significado para esse povo, visto que se tratava de uma passagem para a imortalidade da alma, na qual acreditavam.

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Nefertiti, escultura egípcia (Imagem: Reprodução)

 

A arquitetura egípcia dispensa apresentações. As famosas pirâmides são o principal símbolo dessa cultura. Essas imponentes construções visitadas por pessoas do mundo inteiro eram feitas de blocos de pedra que se encaixam perfeitamente pois as medidas eram calculadas matematicamente para chegar ao resultado que é possível vermos até hoje. Dedicadas aos faraós, as pirâmides tinham em seu interior itens valiosos pertencentes a esses governantes, além de escritos em hieróglifos nas paredes das construções.

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As impressionantes pirâmides do Egito (Imagem: Reprodução)

 

Outro destaque são as esfinges: construções que representavam uma imagem com cabeça humana e corpo de leão, representando o poder e a sabedoria dos faraós. A mais famosa delas é a Esfinge de Gizé, que chega a 20 metros de altura.

A cultura egípcia é de uma riqueza impressionante e é sempre uma experiência enriquecedora estudar sobre essa civilização. Vamos às dicas de hoje?

Documentário “Construindo um Império: Egito” sobre as grandes construções da civilização egípcia.

Em Teresina segue a exposição Profusão de Cores na Montmartre Arte e Galeria com obras de 40 artistas.

Esta semana relembramos o início do Modernismo no Brasil, após a Semana de Arte Moderna de 1922. Para quem vai viajar, a dica é visitar o Museu de Arte Moderna (MoMA) em Nova York, que iniciou uma programação voltada à artista Tarsila do Amaral e sua contribuição para o Modernismo brasileiro.




8 de Fevereiro de 2018 às 10:12

Quando o carnaval inspira a arte


Salut! Como estão todos? O Carnaval está chegando, por isso hoje decidi falar com vocês sobre esse tema que muito inspira a arte. Sim, o Carnaval é um período de festa, cores e alegria que já foi colocado em telas por grandes artistas que conhecemos. Vamos ver algumas delas?

Se você acompanha o Artlife, certamente irá lembrar que ano passado conversamos sobre o Fauvismo, corrente artística que explora com muita intensidade a força das cores. Um de seus maiores representantes foi o pintor francês André Derain, do qual tive a oportunidade de conhecer uma exposição ano passado em Paris, que também relatei aqui no blog. É claro que essa paixão pelas cores vibrantes renderia uma obra com a inspiração no carnaval, a pintura Figures from a Carnival, de André Derain.

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Figures from a Carnival, 1906, de André Derain (Imagem: Reprodução)

 

Existem personagens que aparecem em todo carnaval e fazem parte de toda a cultura e significado desse período, são eles: Pierrot, Arlequim e Colombina. Eles são personagens do estilo teatral Commedia DellArte, surgido na Itália, e se popularizaram no mundo sendo lembrados também em nosso carnaval brasileiro. Pierrot ama Colombina, que ama Arlequim, e este, por sua vez, também ama Colombina. Esse triângulo amoroso inspira muitas obras de arte pelo mundo, onde esses personagens são retratados na visão de diversos artistas como Picasso e Paul Cezanne.

Paul Cezanne - Pierrot and Harlequin (Mardi Gras) – 1888 – óleo sobre tela (Imagem: Reprodução)
Paul Cezanne - Pierrot and Harlequin (Mardi Gras) – 1888 – óleo sobre tela (Imagem: Reprodução)

 

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Pablo Picasso - Pierrot and Colombina – 1900 (Imagem: Reprodução)

 

O Carnaval tem sua origem na Europa e inspirou a festa que temos hoje no Brasil. O nosso país aderiu ao carnaval e acrescentou suas próprias características a essa festa popular, de forma que hoje nosso carnaval tem sua essência e nossa cultura é tão rica que as festas também diferem e ganham novos elementos de acordo com a região: o samba, com desfiles exuberantes, o frevo, os blocos de rua, o axé e tantos outros carnavais que contribuem para a identidade do nosso país. Nossos artistas brasileiros retrataram, cada um à sua maneira, a nossa festa popular, com as características que só vemos aqui no Brasil e que tanto enaltecem a nossa cultura. Assim, Candido Portinari, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e tantos outros colocaram em telas as cores e emoções dessa festa brasileira.

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Tarsila do Amaral - Carnaval em Madureira – 1924 (Imagem: Reprodução)

 

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Di Cavalcanti – Carnaval – 1965 (Imagem: Reprodução)

 

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Candido Portinari – Carnaval (Imagem: Reprodução)

Carnaval é cultura, é arte! É sempre importante pesquisarmos sobre a origem e o papel que celebrações como essa têm para cultura de um povo e como elas podem nos trazer conhecimento. A dica de hoje para vocês é a exposição Profusão de Cores: obras de mais de 40 artistas na Montmartre Arte e Galeria até o dia 5 de março.

 




29 de Janeiro de 2018 às 13:47

A arte aclamada mundialmente da brasileira Beatriz Milhazes


Hello! How are you? Hoje tive a ideia de conversar com vocês sobre o trabalho de uma das maiores artistas contemporâneas do Brasil: Beatriz Milhazes. Natural do Rio de Janeiro (1960), tem formação em Comunicação Social e Artes Plásticas, onde se dedicou a muitas atividades culturais e a lecionar. A artista se dedica a pintura, gravura e ilustração.

Dando bastante destaque nas cores e nas formas circulares, seus trabalhos seguem os padrões ornamentais que encontramos no estilo Art Déco. Suas obras também fazem referência ao artesanato brasileiro, com elementos como rendas e bordados que complementam todas as cores utilizadas pela artista, dando ao expectador a impressão de uma obra com diferentes relevos e texturas. Em muitas obras, a artista faz colagens sucessivas, aplicando imagens sobre a tela utilizando um tipo de plástico transparente.

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Obra O Mágico, de Beatriz Milhazes  (Imagem: Reprodução)

 

Em 1984, Beatriz Milhazes participou da mostra “Como Vai Você, Geração 80?”, que reuniu 123 artistas, na qual o trabalho da artista chamou a atenção por seu estilo único e o uso dos materiais. Nos anos 90, dedicou-se também à gravura e à ilustração, em 1962, ilustrou o livro “As Mil e Uma Noites à Luz do Dia: Sherazade Conta Histórias Árabes”, de Katia Canton.

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Meu Limão, de Beatriz Milhazes, uma das obras mais caras de um artista brasileiro (Imagem: Reprodução)

 

Com um trabalho que impressiona aqueles que apreciam a arte por todo o mundo, Beatriz Milhazes se consagra como uma das artistas brasileiras com maior reconhecimento internacional, com uma vasta trajetória no exterior, que começou também no início da década de 90. Defende liberdade de criação artística e o direito de produzir arte independente de posicionamentos políticos ou de limitação de temas.

Hoje, a artista se dedica a diversos projetos internacionais e em expandir a sua arte para além de museus e galerias, levando a criatividade para grandes espaços em cidades como Nova York e Londres.

Vamos às dicas de hoje?

Exposição Elegance do artista Alex Állen no Seraphim Gastronomia

Exposição Profusão de Cores, na Montmartre até o dia 5 de março.




10 de Janeiro de 2018 às 15:54

Conhecendo mais sobre a Arte Moderna


Salut! Como estão nestes primeiros dias de 2018? Em nosso primeiro post do ano, vamos falar sobre a Arte Moderna, termo que engloba as expressões artísticas de grandes nomes que já conhecemos e discutimos, como Pablo Picasso, Salvador Dali e Claude Monet. Por Arte Moderna entendemos as manifestações artísticas que tiveram início no final do no século XIX, apesar de haverem divergências quando falamos em datas exatas dos períodos da História da Arte.

A Arte Moderna surgiu inicialmente na Europa, em um contexto de mudanças sociais. As características marcantes desse período são o rompimento com as tendências clássicas, a consciência da tela plana, o uso de cores fortes e a representação de cenas e figuras que fogem do real. Nesse período destacamos correntes importantes como o Fauvismo, o Futurismo, o Cubismo, o Surrealismo, o Pop Art e muitos outros. Um dos representantes da Arte Moderna na Europa foi o pintor alemão Ernst Ludwig Kirchner. Com inspiração no Cubismo e no Fauvismo, suas obras exploram as cores e as formas geométricas:

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Marcella, pintura de Ernst Ludwig Kirchner (Imagem: Reprodução)

 

No surrealismo, onde valoriza-se a fantasia, a loucura, destacamos o trabalho de Salvador Dalí. No Futurismo, que trabalha com a velocidade da tecnologia, a vida moderna, o movimento, as máquinas, podemos citar as obras do pintor italiano Umberto Boccioni:

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Visões Simultâneas, de Umberto Boccioni (Imagem: Reprodução)

 

No Brasil, esse período tem com ponto alto a Semana de Arte Moderna, que aconteceu em São Paulo do dia 11 a 18 de fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo. Evento de música, artes plásticas, poesias e dança, foi um dos marcos culturais da História do Brasil, reunindo nomes como Anita Malfati, na pintura. Antes, em 1917, artista inovou com suas telas expressionistas e chocou a muitas pessoas que não compreenderam sua arte e sua proposta inovadora no modernismo, que recebeu duras críticas inclusive de Monteiro Lobato.

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A Boba, de Anita Malfati (Imagem: Reprodução)

 

Assim, pudemos perceber que a Arte Moderna abrange muitas de nossas principais referências na Arte, pintores que admiramos como Picasso e Salvador Dali, teve forte representação aqui no Brasil com Anita Malfati e Tarsila do Amaral. Foi uma fase muito importante para a História da Arte e que possibilitou o surgimento de outras tendências que surgiram e hoje também nos inspiram.

Vamos às dicas de hoje?

Para conhecer mais sobre a Arte Moderna, recomendo o livro: Arte Moderna, de Giulio Carlo Argan

Livro Semana sem Fim, de Frederico Coelho: o livro fala sobre a Semana de Arte Moderna de 1922 e o que ela representa até hoje.




28 de Dezembro de 2017 às 09:46

Foi um lindo ano: uma retrospectiva do Artlife em 2017


Salut! Como estão neste fim de ano? 2017 está acabando... e que ano maravilhoso para a Arte! Foi engrandecedor para mim compartilhar com vocês informações e aprendizados sobre o mundo da arte. Este ano, tivemos aqui no blog 54 postagens onde pudemos conversar sobre História da Arte, importantes movimentos, tendências e exposições que tive o prazer de receber em minha galeria Montmartre. Por isso, hoje resolvi relembrar com vocês os temas que discutimos em 2017 no Artlife.

No campo da História da Arte, pudemos conhecer o impressionismo, o expressionismo, o abstracionismo, importantes correntes como o Fauvismo e sua intensidade de cores, o Rococó, a arte barroca, clássica, renascentista... Pudemos explorar diferentes períodos dessa história, a Arte Moderna, Pós-Moderna, as características da Arte Contemporânea, com toda a sua liberdade de criação, livre de imposições estéticas ou de temáticas. Aprendemos que a Arte não se limita a telas ou a representações de imagens reais. Ela está em esculturas, em instalações, como vimos ao conhecer a Arte Povera, está em muros, enormes painéis, como pudemos conhecer no post sobre as maiores pinturas do mundo. Enfim, vimos que a Arte pode se manifestar em diversos lugares e formas.

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Uma das formas de arte que vimos este ano: as pinturas 3D em ruas (Imagem: Reprodução)

 

Este blog também foi durante este ano um espaço para falar sobre as exposições realizadas em minha galeria Montmartre. Este mês, comemoramos um ano em atividade, num projeto ousado, mas muito gratificante, de divulgar e valorizar a arte no Piauí. Compartilhei com vocês as exposições que promovemos: Releitura de Frida Kahlo, Caminhos de Luz, Reflexo de Amor, Amor Eterno Amor, a 1ª Mostra Internacional de Arte, Arte e Vinho, Crescer com Arte, Exposição Natal... tantas exposições que tivemos a honra de realizar este ano e trazer as pessoas para prestigiarem o trabalho de artistas que admiramos.

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Em uma de nosas exposições, recebemos a vice-governadora do estado, Margarete Coelho (Foto: Acervo pessoal)

 

Aqui também pudemos conhecer mais sobre grandes artistas que nos inspiram e são de grande importância para a História, cada um representando movimentos nos quais se destacaram e se tornaram conhecidos mundialmente. Falamos sobre Carybé, o argentino brasileiro, Picasso, Van Gogh, Michelangelo, Leonardo da Vinci e exploramos o universo feminino de Gustav Klint. Tive a honra de conhecer de perto obras de alguns artistas que abordamos aqui no blog e poder mostrar a vocês um pouco da minha experiência nessas exposições. Este ano, vocês puderam acompanhar a minha visita ao Museu de Picasso, ao museu Orangerie com os trabalhos de Monet, em Paris, bem como a exposição de André Derain, ícone do movimento fauvista.

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Registro de minha visita ao Museu de Picasso, em Paris (Foto: Acervo pessoal)
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A minha incrível experiência de expor obras no Carrousel du Louvre, em Paris (Foto: Acervo pessoal)

 

Nas viagens que fiz este ano, pude compartilhar com vocês as experiências artísticas trazidas de várias partes do mundo, como minha participação no Simpósio de Arte em Praga, onde além de aulas, pude produzir ao lado de artistas do mundo inteiro, minha visita à Bélgica, com cidades de grande riqueza artística e cultural e a oportunidade que tive de expor meus trabalhos no Carrousel du Louvre, em Paris, representando o meu estado. Foi um grande ano para a arte no Piauí e é gratificante saber que contribuímos para isso. Conhecemos artistas, aprendemos técnicas, exploramos diversos estilos e lugares juntos.

Você acompanhou tudo isso? Caso tenha perdido algo, que tal dar uma lida nesses posts do Artlife para aprender o que discutimos este ano, para começarmos mais um ano falando sobre Arte? Vale muito a pena. Que em 2018 possamos compartilhar muito mais sobre esse universo fascinante da Arte, que felizmente está sempre se renovando, se reinventando e nos dando novas questões para discutir. Nos vemos ano que vem aqui no Artlife. Feliz ano novo!




Sobre mim


Gina Castelo Branco

Sou formada em Letras/Inglês (UESPI) e em Direito (NOVAUNESC), apaixonada pela arte desde a infância e no meu íntimo sempre acreditei plenamente em minha capacidade pintar... Leia mais.



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