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Vereadores de Campo Maior querem debater plágio em hino da cidade


Discussão começou após alguns historiadores apontarem semelhanças entre o hino do município e a música \"Cidade Morena\"


Durante uma audiência pública realizada na noite de quinta-feira (28), os vereadores da cidade de Campo Maior decidiram criar uma comissão, com a participação de diversos seguimentos da sociedade civil, para discutir a suspeita de que o hino do município se trata de um plágio.

A hipótese levantada por alguns historiadores é de que a melodia e a letra do hino de Campo Maior e mais duas cidades, uma piauiense e outra maranhense, apresentam uma semelhança aos da música “Cidade Morena”, composição do sambista carioca Cartola em parceria com Nuno Veloso, e sugerem que a elaboração de um novo hino.

“Observamos que o hino é um plágio. Ao ouvir o hino Campo Maior, o de Uruçuí (PI), Paraibano (MA) e a música Cidade Morena, fica claro que se trata de um plágio. O ideal seria ter uma composição original que retrate a grandeza de nossa cidade. Sem falar que plágio se trata de um crime”, explicou o historiador Celson Chaves.

No entanto também há pesquisadores que defendem a manutenção do hino atual, por já se tratar, segundo o historiador Marcus Paixão, de uma tradição da cidade.

“Esse hino faz parte de várias gerações. Não podemos de uma hora para outra dizer que ele é um plágio e jogá-lo na lata do lixo. Revogar essa lei vai abrir brecha para várias outras serem revogadas. Temos alternativas que não sejam a extinção do hino”, defendeu.

O vereador Neto dos Corredores, propositor da audiência pública, explica que o tema não é recente, que atualmente provoca debates calorosos nas redes sociais. Ele espera que a discussão na câmara chega capaz estabelecer um consenso sobre o tema.

“Essa é uma discussão que já se arrasta por uns quatro anos. E recentemente voltou a ser debatida nas redes sociais com muitos contra e muitos a favor. E em certo ponto ficou até bem acirrada. Nosso intuito foi trazer essa discussão das redes sociais para o parlamento, que é onde temos condições de chegar a um consenso sobre o hino”, disse.

O vereador de oposição, Hamilton Segundo, defende que a câmara não pode tomar nenhuma decisão a respeito desse assunto sem levar em consideração a opinião da população de maneira geral.

“A minha opinião é que a discussão deva ocorrer de maneira geral, porque o maior interessado nessa questão do hino é o povo de Campo Maior. Toda e qualquer atitude que venha a ser tomada, inclusive passando pela câmara, tem que ouvir a população”, ressaltou.

O presidente da câmara à época da aprovação da lei que oficializou o hino, João Alves Filho, defende a manutenção da composição, já o ex-prefeito Cezar Melo, responsável por sancionar na lei, não emitiu um parecer sobre a discussão.





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