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TCU analisa desvios de recursos federais por quadrilha que fraudava licitações


Segundo o Gaeco, esquema de cartel desviou cerca de R$ 200 milhões dos cofres públicos. Oito empresários foram presos e cinco estão foragidos.


Após as prisões na operação que investiga corrupção em prefeituras do Piauí, Ceará e Maranhão, os órgãos de controle passam a atuar cada um na sua competência e investigar a dimensão da fraude. O Tribunal de Contas da União (TCU), por exemplo, vai analisar quais recursos públicos federais foram desviados pela quadrilha.

Segundo o secretário de controle externo do TCU no Piauí, Luís Emílio Passos, a partir de agora o objetivo é identificar quais os programas atingidos e que condutas irregulares foram praticadas, para que o órgão possa fazer as punições e sanções de forma célere e com rigor. A Operação Escamoteamento foi deflagrada na sexta-feira (7) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que cumpriu 96 mandados judiciais no Piauí e Ceará.

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Foto: Divulgação/PRF-PI

"São recursos que a União repassa aos municípios para executar ações de educação, saúde e outras áreas e que nessa operação conseguiu se identificar que estão sendo desviados, evitando que chegue ao seu destino final que é o atendimento as pessoas. Além das sanções, nós esperamos ressarcir o erário e de fato destinar os recursos corretamente", explicou o secretário.

Luís Emílio Passos lembrou que uma das medidas para recuperar os valores desviados foi a busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias, indisponibilidade de bens e móveis e imóveis e sequestro de automóveis de luxo dos empresários envolvidos. Ele lembrou que as 16 empresas fantasmas formavam um cartel para fraudar licitações públicas nas prefeituras do Piauí, Maranhão e Ceará.

"Eram empresas atuam na construção civil, locação de veículos, prestação de serviços. Elas ganhavam a licitação e não executava porque o objetivo era o desvio de recursos", destacou.

De acordo com o coordenador do Gaeco, promotor Rômulo Cordão, servidores públicos e empresários estariam envolvidos no esquema, que desviou cerca de R$ 200 milhões dos cofres públicos. Ao todo, oito empresários foram presos preventivamente e cinco continuam foragidos.





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