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Ilana Alencar


Mal necessário da Intervenção Militar no Rio de Janeiro


Fazendo uma analogia para aclarar a situação, se a segurança do Rio de Janeiro vive hoje com um severo e agressivo câncer em suas entranhas, e isso é um fato inegável, a intervenção militar é uma brutal quimioterapia, que ao debelar a doença também massacra o doente.

O Estado constitucional tem um de seus principais fundamentos na distribuição de competências, de atribuições específicas, entre os entes federados, e aí se observa que os Estados e Municípios, a despeito da ideia corrente, não são subordinados hierarquicamente à União, são esferas superpostas de repartições de poder que exercem, cada uma, a parcela de competência que lhes atribui a Constituição Federal. Não é saudável e nem bom agouro dentro do nosso regime federativo, que a total ingerência de um Estado se mostre incontornável por ele mesmo e obrigue a União a assunção da segurança pública por incapacidade.

O Rio de Janeiro, o mais charmoso, descolado e interessante, rico em petróleo, industrializado sem ser sisudo, sede de copa do mundo e olimpíada, que tinha tudo para dar certo fracassou fragorosamente e faliu diante de todos nós num triste espetáculo de corrupção desmedida e ingerência pública. Triste fato, não se pode assistir a isso de braços cruzados.

A população do RJ precisa ter alento de que não vai ter de descer do carro pra usá-lo como escudo em plena linha vermelha para poder chegar em casa como se fosse (acho que sim, já é!!!) zona de guerra, a intervenção é oportuna.

Agora, que é insano comemorar isso, aí não resta dúvida, toda diminuição da democracia, das liberdades e dos direitos é altamente perigosa e deve ser vista com restrição e cuidado. Circula pela internet plano de defesa do Exército onde se vê, não muito detalhadamente, como se espera mesmo que seja, sob pena de não se perder o objeto, onde se declaram áreas como território hostil e se permitem abordagens ríspidas e repulsão de qualquer atitude agressiva por parte de quem quer que seja pelas forças.

Essa é uma determinação típica de lei marcial, se a situação é de guerra, que a lei seja de guerra, sim, faz sentido, mas pondere-se… O exército e demais forças que se unirão nessa intifada nacional não deixarão de usar da polícia local, aquela que de tão comprometida nos trouxe ao atual estado de coisas, não terão como separar a toque de caixa o joio do trigo e aí muita coisa pode se perpetuar.

Igualmente assustador é pensar que entre o escrito e o vivido existe um fosso profundo, a realidade nos prova isso todos os dias. Uma permissão para atirar primeiro e perguntar depois pode ser uma medida necessária e justificável em alguns casos, mas, quais casos? Quem decidirá isso?

Outro questionamento que se faz é se esta intervenção não seria uma cortina de fumaça para disfarçar a incapacidade do governo Temer de articular a votação da Reforma da Previdência a contento, olha… A despeito da minha profunda e declarada antipatia pelo governo Temer e pela referida reforma não vejo nem como disfarçar essa incapacidade, tantas vezes confirmada pelos próprios articuladores do governo, em seus inúmeros adiamentos ganhando tempo para ganhar um quórum que nunca conseguiram, e nem que se tomaria uma medida de tamanha magnitude para um fim tão pífio.

O que questiono aqui é se esta medida se presta a um fim eleitoreiro mais profundo e pérfido, considerando que a pauta que sustenta a popularidade de Jair Bolsonaro é a segurança pública, e que este pleiteia um endurecimento das medidas e sendo o mesmo militar reformado mostra uma aproximação com as forças armadas, colocar em ação antecipadamente uma possibilidade aventada pelo concorrente se mostra na verdade uma excelente jogada vez que caso funcione bem (o que eu torço, pelo bem da população do RJ!) o mérito seria todo do seu governo e viraria ele o herói da segurança, caso falhe ele pode culpar os militares e deixar vazio o discurso do Bolsonaro que perderia o argumento do endurecimento contra a criminalidade como única saída. Um jogo de ganha ou ganha, bela tacada de Temer!

O que se questiona também é sobre a possibilidade levantada pelo presidente de suspender e retomar a intervenção segundo sua conveniência em votar as reformas, ora, essa é a pior de todas as asneiras jurídicas faladas neste país recentemente, e olha que a concorrência é forte! Uma Intervenção não é brincadeira, como já alertada aqui é gravíssima e excepcionalíssima permissão constitucional de suspensão do pacto federativo, brincar com isso é impossível e inconcebível, constitucionalista como é, Temer o sabe, mas joga para a plateia figurativamente, e diretamente e para o Congresso Nacional e STF a tarefa de barrar esta sandice.




Cosmopolítica analisa possíveis candidatos ao Governo do Estado


Confira abaixo o vídeo de Ilana Alencar, do Blog Cosmopolítica, sobre as possibilidades no Piauí para as eleições de 2018. 




Cosmopolítica discute caminhos para eleições presidenciais


O ano nem havia começado e as discussões sobre o futuro das eleições de 2018 já eram o assunto da vez. Em um novo vídeo, levantamos os diversos caminhos e as variáveis do que pode ou não acontecer! Fique por dentro e assista abaixo:




Quem são os donos da energia do Piauí?


A energia é um dos problemas centrais a serem enfrentados nos próximos anos, o aumento da demanda e a necessidade massiva de energia em quantidade e qualidade adequadas são foco de investimentos em infraestrutura e produção. O Piauí vive uma situação muito peculiar, produz muito, muitas vezes da forma ambientalmente responsável (um plus bem-vindo!) Mas ao mesmo tempo ao consumidor chega uma energia das mais caras e de pior qualidade no Brasil, vamos refletir sobre a nossa matriz energética.




Qual o papel do povo e do governante?


Um governante é um representante, ele é você no exercício da gestão pública, quando um voto é dado, é celebrado um contrato, de forma bastante simplificada é uma procuração para que alguém assuma a gestão do país por você.

Quem queremos para nos representar? O que é preciso para bem governar? A escolha deve se pautar sempre em um conjunto mínimo de qualidades e habilidades, aí incluso também convicções e orientações gerais em que o representado se sinta espelhado e, principalmente, possa entregar o exercício de uma função nobre.

Quando se fala em gestão imagine-se de uma enormidade de recursos, e de ainda maiores quantidades de despesas, investimentos, prioridades de toda ordem e necessidades intermináveis, o que se deve ter em mente é quais são os objetivos principais a serem atingidos. Para a atual condição brasileira, não há soluções simples, o conceito de eficiência, o atingimento dos objetivos de forma rápida, econômica e eficaz na solução dos problemas deveria ser o norte a se seguir.

O apego à legalidade, moralidade e probidade públicas são parte de um núcleo mínimo de qualidades que sequer se questiona, mas não são nem de longe capazes de sozinhos qualificarem alguém para esta missão, ser honesto só, não serve! O Brasil precisa livrar-se da mística busca por “Messias” e “iluminados salvadores míticos” que, irresponsavelmente, procurem de forma pessoalizada e simplista, invocar suas qualidades pessoais como soluções mágicas para os problemas graves do país.

Necessitamos de uma profissionalização e responsabilização do gestor como um agente que realiza um serviço público passível de cobrança de resultados, prazos e soluções, um verdadeiro representante do povo (detentor do poder que em seu nome deve ser exercido!), que se comprometa ao que é necessário de forma madura e direta.

No vídeo a seguir, é feita uma reflexão sobre o papel do governante e o que se pode esperar e querer.

 





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Ilana Alencar


19 de Fevereiro de 2018 às 12:31

Mal necessário da Intervenção Militar no Rio de Janeiro


Fazendo uma analogia para aclarar a situação, se a segurança do Rio de Janeiro vive hoje com um severo e agressivo câncer em suas entranhas, e isso é um fato inegável, a intervenção militar é uma brutal quimioterapia, que ao debelar a doença também massacra o doente.

O Estado constitucional tem um de seus principais fundamentos na distribuição de competências, de atribuições específicas, entre os entes federados, e aí se observa que os Estados e Municípios, a despeito da ideia corrente, não são subordinados hierarquicamente à União, são esferas superpostas de repartições de poder que exercem, cada uma, a parcela de competência que lhes atribui a Constituição Federal. Não é saudável e nem bom agouro dentro do nosso regime federativo, que a total ingerência de um Estado se mostre incontornável por ele mesmo e obrigue a União a assunção da segurança pública por incapacidade.

O Rio de Janeiro, o mais charmoso, descolado e interessante, rico em petróleo, industrializado sem ser sisudo, sede de copa do mundo e olimpíada, que tinha tudo para dar certo fracassou fragorosamente e faliu diante de todos nós num triste espetáculo de corrupção desmedida e ingerência pública. Triste fato, não se pode assistir a isso de braços cruzados.

A população do RJ precisa ter alento de que não vai ter de descer do carro pra usá-lo como escudo em plena linha vermelha para poder chegar em casa como se fosse (acho que sim, já é!!!) zona de guerra, a intervenção é oportuna.

Agora, que é insano comemorar isso, aí não resta dúvida, toda diminuição da democracia, das liberdades e dos direitos é altamente perigosa e deve ser vista com restrição e cuidado. Circula pela internet plano de defesa do Exército onde se vê, não muito detalhadamente, como se espera mesmo que seja, sob pena de não se perder o objeto, onde se declaram áreas como território hostil e se permitem abordagens ríspidas e repulsão de qualquer atitude agressiva por parte de quem quer que seja pelas forças.

Essa é uma determinação típica de lei marcial, se a situação é de guerra, que a lei seja de guerra, sim, faz sentido, mas pondere-se… O exército e demais forças que se unirão nessa intifada nacional não deixarão de usar da polícia local, aquela que de tão comprometida nos trouxe ao atual estado de coisas, não terão como separar a toque de caixa o joio do trigo e aí muita coisa pode se perpetuar.

Igualmente assustador é pensar que entre o escrito e o vivido existe um fosso profundo, a realidade nos prova isso todos os dias. Uma permissão para atirar primeiro e perguntar depois pode ser uma medida necessária e justificável em alguns casos, mas, quais casos? Quem decidirá isso?

Outro questionamento que se faz é se esta intervenção não seria uma cortina de fumaça para disfarçar a incapacidade do governo Temer de articular a votação da Reforma da Previdência a contento, olha… A despeito da minha profunda e declarada antipatia pelo governo Temer e pela referida reforma não vejo nem como disfarçar essa incapacidade, tantas vezes confirmada pelos próprios articuladores do governo, em seus inúmeros adiamentos ganhando tempo para ganhar um quórum que nunca conseguiram, e nem que se tomaria uma medida de tamanha magnitude para um fim tão pífio.

O que questiono aqui é se esta medida se presta a um fim eleitoreiro mais profundo e pérfido, considerando que a pauta que sustenta a popularidade de Jair Bolsonaro é a segurança pública, e que este pleiteia um endurecimento das medidas e sendo o mesmo militar reformado mostra uma aproximação com as forças armadas, colocar em ação antecipadamente uma possibilidade aventada pelo concorrente se mostra na verdade uma excelente jogada vez que caso funcione bem (o que eu torço, pelo bem da população do RJ!) o mérito seria todo do seu governo e viraria ele o herói da segurança, caso falhe ele pode culpar os militares e deixar vazio o discurso do Bolsonaro que perderia o argumento do endurecimento contra a criminalidade como única saída. Um jogo de ganha ou ganha, bela tacada de Temer!

O que se questiona também é sobre a possibilidade levantada pelo presidente de suspender e retomar a intervenção segundo sua conveniência em votar as reformas, ora, essa é a pior de todas as asneiras jurídicas faladas neste país recentemente, e olha que a concorrência é forte! Uma Intervenção não é brincadeira, como já alertada aqui é gravíssima e excepcionalíssima permissão constitucional de suspensão do pacto federativo, brincar com isso é impossível e inconcebível, constitucionalista como é, Temer o sabe, mas joga para a plateia figurativamente, e diretamente e para o Congresso Nacional e STF a tarefa de barrar esta sandice.




18 de Janeiro de 2018 às 12:58

Cosmopolítica analisa possíveis candidatos ao Governo do Estado


Confira abaixo o vídeo de Ilana Alencar, do Blog Cosmopolítica, sobre as possibilidades no Piauí para as eleições de 2018. 




4 de Janeiro de 2018 às 15:11

Cosmopolítica discute caminhos para eleições presidenciais


O ano nem havia começado e as discussões sobre o futuro das eleições de 2018 já eram o assunto da vez. Em um novo vídeo, levantamos os diversos caminhos e as variáveis do que pode ou não acontecer! Fique por dentro e assista abaixo:




19 de Dezembro de 2017 às 10:25

Quem são os donos da energia do Piauí?


A energia é um dos problemas centrais a serem enfrentados nos próximos anos, o aumento da demanda e a necessidade massiva de energia em quantidade e qualidade adequadas são foco de investimentos em infraestrutura e produção. O Piauí vive uma situação muito peculiar, produz muito, muitas vezes da forma ambientalmente responsável (um plus bem-vindo!) Mas ao mesmo tempo ao consumidor chega uma energia das mais caras e de pior qualidade no Brasil, vamos refletir sobre a nossa matriz energética.




5 de Dezembro de 2017 às 15:41

Qual o papel do povo e do governante?


Um governante é um representante, ele é você no exercício da gestão pública, quando um voto é dado, é celebrado um contrato, de forma bastante simplificada é uma procuração para que alguém assuma a gestão do país por você.

Quem queremos para nos representar? O que é preciso para bem governar? A escolha deve se pautar sempre em um conjunto mínimo de qualidades e habilidades, aí incluso também convicções e orientações gerais em que o representado se sinta espelhado e, principalmente, possa entregar o exercício de uma função nobre.

Quando se fala em gestão imagine-se de uma enormidade de recursos, e de ainda maiores quantidades de despesas, investimentos, prioridades de toda ordem e necessidades intermináveis, o que se deve ter em mente é quais são os objetivos principais a serem atingidos. Para a atual condição brasileira, não há soluções simples, o conceito de eficiência, o atingimento dos objetivos de forma rápida, econômica e eficaz na solução dos problemas deveria ser o norte a se seguir.

O apego à legalidade, moralidade e probidade públicas são parte de um núcleo mínimo de qualidades que sequer se questiona, mas não são nem de longe capazes de sozinhos qualificarem alguém para esta missão, ser honesto só, não serve! O Brasil precisa livrar-se da mística busca por “Messias” e “iluminados salvadores míticos” que, irresponsavelmente, procurem de forma pessoalizada e simplista, invocar suas qualidades pessoais como soluções mágicas para os problemas graves do país.

Necessitamos de uma profissionalização e responsabilização do gestor como um agente que realiza um serviço público passível de cobrança de resultados, prazos e soluções, um verdadeiro representante do povo (detentor do poder que em seu nome deve ser exercido!), que se comprometa ao que é necessário de forma madura e direta.

No vídeo a seguir, é feita uma reflexão sobre o papel do governante e o que se pode esperar e querer.

 




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