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Cosmopolítica

Ilana Alencar


Qual o papel do povo e do governante?


Um governante é um representante, ele é você no exercício da gestão pública, quando um voto é dado, é celebrado um contrato, de forma bastante simplificada é uma procuração para que alguém assuma a gestão do país por você.

Quem queremos para nos representar? O que é preciso para bem governar? A escolha deve se pautar sempre em um conjunto mínimo de qualidades e habilidades, aí incluso também convicções e orientações gerais em que o representado se sinta espelhado e, principalmente, possa entregar o exercício de uma função nobre.

Quando se fala em gestão imagine-se de uma enormidade de recursos, e de ainda maiores quantidades de despesas, investimentos, prioridades de toda ordem e necessidades intermináveis, o que se deve ter em mente é quais são os objetivos principais a serem atingidos. Para a atual condição brasileira, não há soluções simples, o conceito de eficiência, o atingimento dos objetivos de forma rápida, econômica e eficaz na solução dos problemas deveria ser o norte a se seguir.

O apego à legalidade, moralidade e probidade públicas são parte de um núcleo mínimo de qualidades que sequer se questiona, mas não são nem de longe capazes de sozinhos qualificarem alguém para esta missão, ser honesto só, não serve! O Brasil precisa livrar-se da mística busca por “Messias” e “iluminados salvadores míticos” que, irresponsavelmente, procurem de forma pessoalizada e simplista, invocar suas qualidades pessoais como soluções mágicas para os problemas graves do país.

Necessitamos de uma profissionalização e responsabilização do gestor como um agente que realiza um serviço público passível de cobrança de resultados, prazos e soluções, um verdadeiro representante do povo (detentor do poder que em seu nome deve ser exercido!), que se comprometa ao que é necessário de forma madura e direta.

No vídeo a seguir, é feita uma reflexão sobre o papel do governante e o que se pode esperar e querer.

 




Marketing de influência, você também pensa assim


Quando você dá uma opinião, quanto dela é sua? Ao emitirmos opinião e preferências, muitas vezes elas estão impregnadas de influências e manipulaçao.

As grande empresas de assessoria de imprensa nos empurram ao sabor do marketing de influência. A Janela de Overton é instrumento cada dia mais usado para nos levar ao sabor dos grandes grupos, veja mais no vídeo.




O discurso e a prática da violência contra a mulher e o machismo de cada dia


Pela primeira vez, resolvi fazer um vídeo com a minha opinião, até aqui apenas por texto o fazia, mas às vezes a escrita não consegue expressar as nuances e sutilezas que a imagem escancara.

A violência contra a mulher me atinge, sou cada uma das vítimas, senti o golpe a cada vez, precisava falar disso, da indignação e da dor, da Laís Rocha (DJ que sofreu ameaças recentemente) que tem como prevenir um desfecho negativo e da Camilla, que infelizmente não temos como ajudar mais, então somente devemos buscar a punição para o culpado.

A solução não passa somente pelo discurso fácil que ouvimos todos os dias, não é rápida, não é fácil e nem simplista. O discurso não reflete a prática! A polícia precisa treinar seu pessoal para reagir à vida real quando ela bate a porta. A mulher real, que denuncia a violência no dia a dia, não tem suporte, na maioria das vezes é tratada com descaso, descrença... e morre! Só aí as dúvidas de seu "mimimi" somem.




A eleição vem em ondas...


Como a gente fica com essas pesquisas que apontam um segundo turno entre Lula e Bolsonaro? É fácil apontar as diferenças entre Lula e Bolsonaro, são tantas e tão óbvias que qualquer um, mesmo os nossos mais obtusos observadores conseguem ver, um é conservador, militarista, de extrema direita, armamentista com discurso raivoso pautado em lugares comuns e que vem surfando numa onda de ressurgimento ideologia “integralista”, representa uma ala da sociedade que vem saindo de um longo período de hibernação, em que estavam reprimidos pelo crescimento da esquerda e alentada pelo crescimento evangélico no Brasil, dá suporte ao levante da direita radical, a qual nestas terras, infelizmente atua sem a melhor parte da ideologia de direita, o que é triste (volto a isso em breve…).

Do outro lado temos o ex-presidente que se auto intitula o salvador do Brasil, o messias, a despeito de seus militantes mais aguerridos que entoam a cantilena de que ele é o pai dos pobres, vive seu pior momento em muitos anos de vida pública, Lula vem sentindo, em suas andanças, que seu prestígio se desfaz diante de seus olhos e não mais consegue disfarçar o fracasso de suas investidas pelo Brasil, seu enorme capital político que lhe parecia eterno e imune a ataques, rachou, quebrou, e hoje declina rapidamente… Repito o que disse antes, o barco faz água...

O destino pretendido é o mesmo, mas as trajetórias completamente diversas, Bolsonaro vem crescendo (para meu medo!!!) e Lula vem caindo, e mesmo que ainda tenha uma bela base de apoio, sua rejeição é algo extremamente preocupante para seus correligionários, assim é preciso.

Assustada já é pouco, as opções nunca foram boas, mas atualmente estão em um ponto realmente desolador. Dois populistas, dois demagogos que jogam pra plateia, dois tratados como lendas vivas que não merecem esta deferência, os dois tem seguidores que tendem à oligofrenia por incapacidade de perceber a realidade ofuscados pela ideologia…

O Brasil funciona muito em ondas, e isso é o que mais aterroriza neste momento. A própria primeira eleição de Lula deveu-se a uma onda eleitoral. Lula era velho conhecido dos eleitores, disputou muitas vezes a presidência do Brasil sem nunca realmente chegar perto de uma vitória. Os pleitos imediatamente anteriores contra FHC mostram que sua votação era bem inferior à do seu opositor.

Na grande virada de marketing que mudou a sua face de sapo barbudo para Lulinha paz e amor, que o deixou palatável para um contingente maior de eleitores, o fez surfar a onda eleitoral da mudança e esta onda uma vez iniciada é irrefreável, assim o foi para Lula, temo que também o seja contra ele… Jair Bolsonaro, numa ironia do destino (é... a janela de Overton funciona para os dois lados...) se utiliza da mesma técnica, o “Jair paz e amor” começa a ser construído e rezo que a sua onda que parece estar se formando não se avolume , senão… já era.




Todos os navios tem ratos…


O que acontece essa semana ao presidente (com letras bem minúsculas mesmo) com pífios 3% de aprovação e prestes a enfrentar a segunda denúncia de prática de crimes, desta vez, com ainda mais substância que a primeira e com a mesmíssima desfaçatez, decalca a atitude já conhecida dos nossos políticos, passam a desqualificar o denunciante (Janot) e a denúncia e repetir a cantilena de que não há provas, mesmo que esteja recheada de vídeos, áudios, provas documentais e testemunhais em número mais do que suficiente para criar, ao menos, a dúvida acerca de sua veracidade que autorize o prosseguimento do processo.

Observe-se que não é necessário que a culpa do presidente fique provada agora, somente que existem indícios, indicativos de que é possível que os crimes tenham ocorrido (materialidade) e que tenham sido praticados pelo presidente (autoria), as provas serão discutidas em sua ocasião e forma apropriadas, durante o processamento.

Existe um princípio de processo penal que rege este momento de propositura que é o “in dubio pro societatis” ou em bom português, "na dúvida em favor da sociedade", o que isso quer dizer afinal? Simplesmente que diante de uma denúncia, se há dúvida sobre a sua consistência, que se prossiga em favor da sociedade que precisa ver esclarecidas as situações criminosas, afinal, é melhor que se processe e investigue a fundo, dando ao réu todas as garantias legais e afinal se puna ou não de acordo com o que se provar.

Então, nesse caso, na dúvida se houve crime, que se apure, se existem indícios de que o presidente praticou condutas criminosas, que se investigue pelo bem do Brasil!!!! Ninguém acredita mais nessa balela de que o país não aguenta mais um tranco, ou que não compensa fazer um eleição sobre a outra, ora, o país não suporta é permanecer com a lama acima do pescoço e fingindo que nada houve ou se viu! Pior pra todos!

A principal questão é que uma vez permitido o curso dessa denúncia, que então passa a ser ação penal propriamente dita e que de imediato vaga a presidência do Brasil, assume interinamente Rodrigo Maia, o nosso presidente da câmara que começou a mostrar que sua carinha bonachona e atitude cordata esconde um pouco mais de talo do que inicialmente mostrado.

Por ocasião da primeira denúncia, a distribuição descarada de emendas, cargos, favores e derrame de dinheiro geral, mostrava um Rodrigo Maia de fidelidade canina e face plácida, trabalhando pela permanência do presidente de forma silenciosa e ininterrupta… Não mais.

Temer é péssimo com gente, com aliados então, nossa, nunca agrega ninguém, a não ser a custa de muitos favores, e desagrega (ou perde para a prisão com muita rapidez… Geddel que o diga!). Cada vez mais isolado em sua histórica impopularidade histórica, o Presidente agora arranja briga com o seu possível sucessor e alguém que colheria frutos diretos com seu afastamento. Não sei se é esperto de sua parte… Bem que poderia acontecer uma reviravolta bem hollywoodiana e o Rodrigo Maia se mostrar o maior articulador dessa grande trama, descartamdp o Temer para assumir a república até a finalização das eleições, estou sim com inspirações iconoclastas afloradas kkkkk.

Falando sério, o custo do arquivamento dessa segunda denúncia pode ser muito alto, tanto de forma literal (outra derrama de dinheiro público, feita às escâncaras e com agenda oficial divulgada, estimada em 1 bilhão de reais por mês no ano de 2018, para estancar essa sangria política é preciso realmente muito dinheiro) como de forma figurada perde-se moralmente a referência, não há meio de ganhar ao se ver o balcão de negócios que essa situação virou, em ver um presidente desesperado por sua permanência, comprando as almas dos deputados como se o próprio diabo fosse e, por fim, ver arquivada novamente a denúncia. Nesse jogo de perde-perde, só temos que esperar que as lealdades compradas se desfaçam e se rompa a farsa… Infelizmente é muito difícil acreditar nisso.

Todos os navios tem ratos, faz parte de sua natureza, o problema é fazermos carregamento de ratos, e achar quem escape é cada dia mais difícil…





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Ilana Alencar


5 de Dezembro de 2017 às 15:41

Qual o papel do povo e do governante?


Um governante é um representante, ele é você no exercício da gestão pública, quando um voto é dado, é celebrado um contrato, de forma bastante simplificada é uma procuração para que alguém assuma a gestão do país por você.

Quem queremos para nos representar? O que é preciso para bem governar? A escolha deve se pautar sempre em um conjunto mínimo de qualidades e habilidades, aí incluso também convicções e orientações gerais em que o representado se sinta espelhado e, principalmente, possa entregar o exercício de uma função nobre.

Quando se fala em gestão imagine-se de uma enormidade de recursos, e de ainda maiores quantidades de despesas, investimentos, prioridades de toda ordem e necessidades intermináveis, o que se deve ter em mente é quais são os objetivos principais a serem atingidos. Para a atual condição brasileira, não há soluções simples, o conceito de eficiência, o atingimento dos objetivos de forma rápida, econômica e eficaz na solução dos problemas deveria ser o norte a se seguir.

O apego à legalidade, moralidade e probidade públicas são parte de um núcleo mínimo de qualidades que sequer se questiona, mas não são nem de longe capazes de sozinhos qualificarem alguém para esta missão, ser honesto só, não serve! O Brasil precisa livrar-se da mística busca por “Messias” e “iluminados salvadores míticos” que, irresponsavelmente, procurem de forma pessoalizada e simplista, invocar suas qualidades pessoais como soluções mágicas para os problemas graves do país.

Necessitamos de uma profissionalização e responsabilização do gestor como um agente que realiza um serviço público passível de cobrança de resultados, prazos e soluções, um verdadeiro representante do povo (detentor do poder que em seu nome deve ser exercido!), que se comprometa ao que é necessário de forma madura e direta.

No vídeo a seguir, é feita uma reflexão sobre o papel do governante e o que se pode esperar e querer.

 




17 de Novembro de 2017 às 19:44

Marketing de influência, você também pensa assim


Quando você dá uma opinião, quanto dela é sua? Ao emitirmos opinião e preferências, muitas vezes elas estão impregnadas de influências e manipulaçao.

As grande empresas de assessoria de imprensa nos empurram ao sabor do marketing de influência. A Janela de Overton é instrumento cada dia mais usado para nos levar ao sabor dos grandes grupos, veja mais no vídeo.




3 de Novembro de 2017 às 08:52

O discurso e a prática da violência contra a mulher e o machismo de cada dia


Pela primeira vez, resolvi fazer um vídeo com a minha opinião, até aqui apenas por texto o fazia, mas às vezes a escrita não consegue expressar as nuances e sutilezas que a imagem escancara.

A violência contra a mulher me atinge, sou cada uma das vítimas, senti o golpe a cada vez, precisava falar disso, da indignação e da dor, da Laís Rocha (DJ que sofreu ameaças recentemente) que tem como prevenir um desfecho negativo e da Camilla, que infelizmente não temos como ajudar mais, então somente devemos buscar a punição para o culpado.

A solução não passa somente pelo discurso fácil que ouvimos todos os dias, não é rápida, não é fácil e nem simplista. O discurso não reflete a prática! A polícia precisa treinar seu pessoal para reagir à vida real quando ela bate a porta. A mulher real, que denuncia a violência no dia a dia, não tem suporte, na maioria das vezes é tratada com descaso, descrença... e morre! Só aí as dúvidas de seu "mimimi" somem.




30 de Outubro de 2017 às 10:58

A eleição vem em ondas...


Como a gente fica com essas pesquisas que apontam um segundo turno entre Lula e Bolsonaro? É fácil apontar as diferenças entre Lula e Bolsonaro, são tantas e tão óbvias que qualquer um, mesmo os nossos mais obtusos observadores conseguem ver, um é conservador, militarista, de extrema direita, armamentista com discurso raivoso pautado em lugares comuns e que vem surfando numa onda de ressurgimento ideologia “integralista”, representa uma ala da sociedade que vem saindo de um longo período de hibernação, em que estavam reprimidos pelo crescimento da esquerda e alentada pelo crescimento evangélico no Brasil, dá suporte ao levante da direita radical, a qual nestas terras, infelizmente atua sem a melhor parte da ideologia de direita, o que é triste (volto a isso em breve…).

Do outro lado temos o ex-presidente que se auto intitula o salvador do Brasil, o messias, a despeito de seus militantes mais aguerridos que entoam a cantilena de que ele é o pai dos pobres, vive seu pior momento em muitos anos de vida pública, Lula vem sentindo, em suas andanças, que seu prestígio se desfaz diante de seus olhos e não mais consegue disfarçar o fracasso de suas investidas pelo Brasil, seu enorme capital político que lhe parecia eterno e imune a ataques, rachou, quebrou, e hoje declina rapidamente… Repito o que disse antes, o barco faz água...

O destino pretendido é o mesmo, mas as trajetórias completamente diversas, Bolsonaro vem crescendo (para meu medo!!!) e Lula vem caindo, e mesmo que ainda tenha uma bela base de apoio, sua rejeição é algo extremamente preocupante para seus correligionários, assim é preciso.

Assustada já é pouco, as opções nunca foram boas, mas atualmente estão em um ponto realmente desolador. Dois populistas, dois demagogos que jogam pra plateia, dois tratados como lendas vivas que não merecem esta deferência, os dois tem seguidores que tendem à oligofrenia por incapacidade de perceber a realidade ofuscados pela ideologia…

O Brasil funciona muito em ondas, e isso é o que mais aterroriza neste momento. A própria primeira eleição de Lula deveu-se a uma onda eleitoral. Lula era velho conhecido dos eleitores, disputou muitas vezes a presidência do Brasil sem nunca realmente chegar perto de uma vitória. Os pleitos imediatamente anteriores contra FHC mostram que sua votação era bem inferior à do seu opositor.

Na grande virada de marketing que mudou a sua face de sapo barbudo para Lulinha paz e amor, que o deixou palatável para um contingente maior de eleitores, o fez surfar a onda eleitoral da mudança e esta onda uma vez iniciada é irrefreável, assim o foi para Lula, temo que também o seja contra ele… Jair Bolsonaro, numa ironia do destino (é... a janela de Overton funciona para os dois lados...) se utiliza da mesma técnica, o “Jair paz e amor” começa a ser construído e rezo que a sua onda que parece estar se formando não se avolume , senão… já era.




16 de Outubro de 2017 às 13:27

Todos os navios tem ratos…


O que acontece essa semana ao presidente (com letras bem minúsculas mesmo) com pífios 3% de aprovação e prestes a enfrentar a segunda denúncia de prática de crimes, desta vez, com ainda mais substância que a primeira e com a mesmíssima desfaçatez, decalca a atitude já conhecida dos nossos políticos, passam a desqualificar o denunciante (Janot) e a denúncia e repetir a cantilena de que não há provas, mesmo que esteja recheada de vídeos, áudios, provas documentais e testemunhais em número mais do que suficiente para criar, ao menos, a dúvida acerca de sua veracidade que autorize o prosseguimento do processo.

Observe-se que não é necessário que a culpa do presidente fique provada agora, somente que existem indícios, indicativos de que é possível que os crimes tenham ocorrido (materialidade) e que tenham sido praticados pelo presidente (autoria), as provas serão discutidas em sua ocasião e forma apropriadas, durante o processamento.

Existe um princípio de processo penal que rege este momento de propositura que é o “in dubio pro societatis” ou em bom português, "na dúvida em favor da sociedade", o que isso quer dizer afinal? Simplesmente que diante de uma denúncia, se há dúvida sobre a sua consistência, que se prossiga em favor da sociedade que precisa ver esclarecidas as situações criminosas, afinal, é melhor que se processe e investigue a fundo, dando ao réu todas as garantias legais e afinal se puna ou não de acordo com o que se provar.

Então, nesse caso, na dúvida se houve crime, que se apure, se existem indícios de que o presidente praticou condutas criminosas, que se investigue pelo bem do Brasil!!!! Ninguém acredita mais nessa balela de que o país não aguenta mais um tranco, ou que não compensa fazer um eleição sobre a outra, ora, o país não suporta é permanecer com a lama acima do pescoço e fingindo que nada houve ou se viu! Pior pra todos!

A principal questão é que uma vez permitido o curso dessa denúncia, que então passa a ser ação penal propriamente dita e que de imediato vaga a presidência do Brasil, assume interinamente Rodrigo Maia, o nosso presidente da câmara que começou a mostrar que sua carinha bonachona e atitude cordata esconde um pouco mais de talo do que inicialmente mostrado.

Por ocasião da primeira denúncia, a distribuição descarada de emendas, cargos, favores e derrame de dinheiro geral, mostrava um Rodrigo Maia de fidelidade canina e face plácida, trabalhando pela permanência do presidente de forma silenciosa e ininterrupta… Não mais.

Temer é péssimo com gente, com aliados então, nossa, nunca agrega ninguém, a não ser a custa de muitos favores, e desagrega (ou perde para a prisão com muita rapidez… Geddel que o diga!). Cada vez mais isolado em sua histórica impopularidade histórica, o Presidente agora arranja briga com o seu possível sucessor e alguém que colheria frutos diretos com seu afastamento. Não sei se é esperto de sua parte… Bem que poderia acontecer uma reviravolta bem hollywoodiana e o Rodrigo Maia se mostrar o maior articulador dessa grande trama, descartamdp o Temer para assumir a república até a finalização das eleições, estou sim com inspirações iconoclastas afloradas kkkkk.

Falando sério, o custo do arquivamento dessa segunda denúncia pode ser muito alto, tanto de forma literal (outra derrama de dinheiro público, feita às escâncaras e com agenda oficial divulgada, estimada em 1 bilhão de reais por mês no ano de 2018, para estancar essa sangria política é preciso realmente muito dinheiro) como de forma figurada perde-se moralmente a referência, não há meio de ganhar ao se ver o balcão de negócios que essa situação virou, em ver um presidente desesperado por sua permanência, comprando as almas dos deputados como se o próprio diabo fosse e, por fim, ver arquivada novamente a denúncia. Nesse jogo de perde-perde, só temos que esperar que as lealdades compradas se desfaçam e se rompa a farsa… Infelizmente é muito difícil acreditar nisso.

Todos os navios tem ratos, faz parte de sua natureza, o problema é fazermos carregamento de ratos, e achar quem escape é cada dia mais difícil…




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