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Piauí tem o menor número de jovens aprendizes contratados em 2017


Todas as empresas de médio e grandes porte devem manter jovens de 14 a 24 anos na modalidade aprendiz


De janeiro a novembro de 2017, o mercado de trabalho brasileiro contabilizou o ingresso de 369.676 jovens na modalidade Aprendizagem profissional. Entre os estados contratantes, São Paulo foi o responsável pelo maior número de admitidos, com cerca de 102.300 jovens, seguido de Minas Gerais, com 39.139, e Rio de Janeiro, com 33.453.

O Piauí, por outro lado, foi o estado com o menor número de contratação, com 1.698, o que representa apenas  25% de aproveitamento do seu potencial de admissão, que equivale a 6.761 jovens.

Segundo o diretor de Políticas de Empregabilidade da pasta, Higino Brito Vieira, o balanço prévio mantém o ritmo de contratação dos anos anteriores, a exemplo de 2016, que fechou com 386 mil admissões. “O Brasil vem tendo um aumento na Aprendizagem Profissional desde a sua criação, mas os números poderiam ser melhores. O potencial de contratações é quase três vezes maior do que o que foi contratado (939.731), mas ainda é um desafio convencer os empregadores de que pode ser vantajoso para as empresas”, enfatiza Vieira.

Entre os setores que mais contrataram aprendizes em 2017 estão: Comércio e indústria de transformação. Em relação às ocupações, as vagas de auxiliar de escritório e assistente administrativo estão nas primeiras posições do ranking e juntas somam mais de 60% das contratações.

Do total de aprendizes admitidos, mais de 52% são do sexo masculino, contra 47% do sexo feminino. É importante dizer que em alguns estados o número de contratações femininas superaram a masculina, como foram os casos de Santa Catarina (51,7%) e Mato Grosso (51,1%).

Aprendizagem profissional

A Lei nº 10.097/2000 instituiu a Aprendizagem Profissional e entrou em vigor após ser regulamentada pelo Decreto nº 5.598/2005. O texto determina que sejam contratados jovens entre 14 e 24 anos, matriculados em escola ou curso técnico. Nos caso dos PcDs (Pessoas com Deficiência), não há limite de idade. A remuneração é proporcional ao número de horas que o aprendiz trabalha, usando como base o salário mínimo. 





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