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Brasil registra uma denúncia de intolerância religiosa a cada 15 horas


No Piauí, dois casos foram registrados no Ministério Público.


 

Um levantamento do Ministério dos Direitos Humanos (MDH), que vai de janeiro de 2015 ao primeiro semestre deste ano, apontou que o Brasil registrou uma denúncia de intolerância religiosa a cada 15 horas. No Piauí, o Ministério Público registrou investigação de dois casos, segundo a assessoria do órgão.

A análise de 2017 aponta que a maioria das vítimas de intolerância é de religiões de origem africana, com 39% das denúncias. Lideram o ranking umbanda (26 casos), candomblé (22) e as chamadas matrizes africanas (18). Depois, vêm a católica (17) e a evangélica (14). Mulheres de 31 a 60 anos lideram o número de suspeitos de intolerância.

Em 2016, houve um aumento significativo no número de denúncias no Brasil, com registro de 759 casos. O aumento é devido ao problema ter sido apresentado em campanhas, como a nacional Filhos do Brasil, do Ministério da Cultura.

O coordenador-geral do Disque 100, Fabiano de Souza Lima, conta que o número de casos sempre é maior do que o registrado, já que algumas pessoas não querem se envolver e preferem permanecer no anonimato ao invés de denunciar. “A subnotificação é alta, considerando o cenário nacional”, disse.

Segundo levantamento da pasta, o Disque 100, canal que reúne denúncias, recebeu 1.486 relatos de discriminação religiosa no período, de xingamentos a medidas de órgãos públicos que violam a liberdade religiosa.

Orixás em Teresina

Recentemente em Teresina, o prefeito Firmino Filho (PSDB) e representantes dos povos de terreiros inauguraram a Praça dos Orixás, primeiro monumento público em homenagem às religiões e às culturas de matriz africana, Umbanada e Candomblé na Capital. Os representantes entendem que a praça contribui para o combate à intolerância religiosa.





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