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Delegado conta depoimento de PM acusado de matar estudante


Tese é negada pela Delegacia de Homicídios, já que o indiciado tentou anular provas e alterar cena do crime.


O policial militar indiciado por matar e ocultar o corpo da estudante Camilla Abreu, na última quinta-feira (26), prestou depoimento na Delegacia de Homicídios na noite de ontem (31). Alisson Watson confessou o crime, mas alegou que o disparo foi acidental. A Polícia contesta a tese, e afirma que foi um homicídio. Camilla foi sepultada hoje no cemitério São Judas Tadeu, no bairro São Cristovão, zona Leste de Teresina.

“Segundo alega ele, estavam em um local deserto e houve uma discussão, ela teria pego a arma e apontado para ele, e ele no intuito de tentar se defender teria dado um golpe nela, e como ela estaria com o dedo no gatilho, segundo o que ele afirmou, durante esse golpe a arma teria disparado e teria atingido a vítima, que veio a óbito”, repassou o delegado Emerson Almeida, que conduz o inquérito.

A tese do indiciado é contestada pela Polícia, que defende que o crime foi um homicídio, considerando as circunstâncias do crime e pelas tentativas de anular provas, já que a vítima foi baleada dentro do veículo e depois escondeu o corpo em um matagal, configurando ocultação de cadáver.

O crime

Alisson sempre ia deixar Camilla na faculdade. Na quarta-feira (25), após buscar a namorada na faculdade, eles seguiram para um bar na zona Leste de Teresina. Além do casal, uma amiga também estaria no local. Próximo às 2h da madrugada, eles saíram para deixar a amiga em casa. Os três estavam no veículo, a princípio. Todas as informações foram repassadas pelo indiciado durante seu depoimento à Polícia.

Após deixar a amiga em casa, Alisson contou que teria informado que também deixaria Camilla em casa, que teria recusado alegando que não gostaria de voltar para casa naquele momento, mas sim ir para outro local onde pudessem ficar mais à vontade.

Eles seguiram para um local deserto na zona Sudeste de Teresina, e pararam em um mirante que fica usina Santana, segundo o coordenador da Delegacia de Homicídios, Francisco ‘Baretta’. O disparo aconteceu nesse local, e Camilla foi levada por Alisson para uma estrada vicinal no povoado Mucuim, onde o corpo da estudante foi jogado dentro do matagal.

Segundo o delegado Emerson Almeida, existe uma distância de 15 a 20 quilômetros entre o local do disparo e o local em que o corpo foi deixado. O indiciado ainda tentou vender o veículo após o crime, mas não conseguiu.

Alisson está preso temporariamente por 30 dias, prazo máximo para que o inquérito do homicídio seja finalizado. A Delegacia de Homicídios repassou que o caso será finalizado antes do prazo. A Polícia aguarda as provas periciais para confirmarem as circunstâncias do homicídio.





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