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Tesouro Nacional descarta novos empréstimos ao Piauí


Piauí ficou com classificação C na avaliação do Tesouro, o que indica maior risco de calote; A dívida financeira do Piauí já chega a R$ 4 bilhões, um bilhão a mais do que em 2013


O Tesouro Nacional publicou nesta quarta (06) a versão final de 2017 do Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais, no qual relacionou 12 estados que não têm qualquer chance de conseguir aval da União para novos empréstimos. O Piauí aparece na lista e ficou com a nota C na avaliação do Tesouro.

Segundo o próprio levantamento, o Piauí perdeu a condição de elegibilidade por não ter caixa suficiente para fazer jus às suas obrigações financeiras no curto prazo. Uma portaria que permitia a realização de empréstimos nas condições como a do Piauí foi revogada nesta semana, acabando de vez a possibilidade de conceder crédito a Estados com pior situação financeira.

Governador fez o possível para conseguir liberar empréstimos na Assembleia. 

Considerando o ano de 2016, o documento coloca que a dívida financeira do Piauí já chega a R$ 4 bilhões, um bilhão a mais do que em 2013. Quanto aos credores, o Piauí deve a 294 bancos federais, a 55 instituições da União e outras 45 instituições externas ao Brasil.

A projeção feita pelo Tesouro é que relação entre a dívida e Receita Corrente Líquida caia nos próximos anos.

Dois Estados ficaram com nota D: Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Eles só poderão contratar novos empréstimos no âmbito do Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Os únicos que obtiveram nota A, a melhor de todas, foram Espírito Santo e Pará.

A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), através da assessoria, informou que o estado está recorrendo da decisão. A Sefaz alega que a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) alterou a metodologia de cálculo do rating e que isso mudou a nota do Piauí. Em contrapartida, o documento do Tesouro aponta que o Piauí já possui nota C desde 2015.





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