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Tucano Bruno Araújo pede demissão do Ministério das Cidades


Araújo disse que tomou a decisão por entender que "faltou firmeza ao PSDB" para que ele continuasse no cargo, e que sua participação no ministério dependia do respaldo da sigla


O ministro das Cidades, o tucano Bruno Araújo, pediu demissão do governo Michel Temer na tarde desta segunda-feira (13). Ele enviou ao presidente sua carta de exoneração após antes de cerimônia no Palácio do Planalto.

Na carta, ele agradeceu a confiança de Temer no PSDB e disse que não há mais na sigla apoio para que o ministro continue no cargo.

O presidente Michel Temer e o ministro das Cidades, Bruno Araújo, que entregou carta de demissão Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

 

Araújo disse  que tomou a decisão por entender que "faltou firmeza ao PSDB" para que ele continuasse no cargo, e que sua participação no ministério dependia do respaldo da sigla.

"Não havia mais apoio no PSDB com tamanho suficiente para isso. Tenho uma vida política e partidária. Retorno à Câmara para cumprir outras tarefas", afirmou. Araújo é deputado federal por Pernambuco e estava no governo desde o início da gestão Temer, em maio de 2016.

Araújo aproveitou a carta de demissão para fazer um elogio ao governo. "Tenho a convicção, sr. presidente, que a serenidade da história vai reconhecer no seu governo resultados profundamente positivos para a sociedade brasileira", escreveu.

O tucano é o primeiro ministro do PSDB a pedir demissão diante das movimentações da cúpula do partido para desembarcar do governo Temer. Além dele, há outros três nomes da sigla na Esplanada dos Ministérios: Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Aloysio Nunes (Relações Exteriores) e Luislinda Valois (Direitos Humanos).

Os cargos ocupados pelo PSDB são cobiçados por outros partidos da base aliada de Temer –em especial o "centrão", que agrega siglas como PP, PR, PTB, PSD e PRB.

Essas legendas cobram do presidente a realização de uma reforma ministerial nas próximas semanas para destravar a pauta de votações no Congresso, principalmente a reforma da Previdência.

O Ministério das Cidades é a pasta mais desejada pelos partidos, por ter um orçamento gordo e por executar ações que podem ser entregues em prazo relativamente curto. Além disso, o ministério tem obras espalhadas por milhares de municípios –bases eleitorais dos deputados que querem controlar suas atividades.

A saída de Araújo abre caminho para que Temer faça a redistribuição das pastas do PSDB para outros partidos.

Nesta segunda, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), disse que Temer lhe informou que a reforma ministerial será feita ainda este ano.

Araújo comunicou Temer de sua saída minutos antes de participar de um evento de sua pasta ao lado de Temer. Em discurso, ele escorregou e tentou corrigir o uso de um verbo no passado para se referir às ações do ministério.

 





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