Publicado em: 18/05/2017   -   Atualizado: 18/05/2017 12:22:32

#foratemer! Fora, Temer!

O presidente mais impopular e rejeitado da história do Brasil caiu em desgraça completa

A queda de Temer é inevitável. O presidente mais impopular e rejeitado da história do Brasil, herdeiro de um impeachment e que jamais teve apoio real, sendo sempre visto, no máximo, como um mal necessário e que fez um governo parlamentar (só destes tinha apoio circunstancial) até agora, caiu em desgraça completa.

A suposta base aliada esfacelou-se em minutos e esbraveja por sua renúncia. Desde partidos aliados, como o PPS a aliados não muito alinhados como Ronaldo Caidado do DEM expressaram a necessidade de uma renúncia como solução rápida e de menor dano no momento. Não há energia para defendê-lo, o presidente já havia dito que assessores são acessórios, não lhe restou muito agora. Temer está só, mas não creio em renúncia.

As consequências dessa nova reviravolta do nosso cenário político serão muitas e nem todas podem ser previstas agora, mas há desde logo o que se expor. É importante saber o que pode acontecer agora, em princípio o presidente pode renunciar, ser afastado pela via do impeachment (já pedido) ou através do julgamento da ação eleitoral pelo TSE.

No que tange ao julgamento pelo TSE, é bom que se abra um parêntese para falar que o Ministro Hermes Benjamim, relator do processo, acenava por posicionamento favorável à cassação da chapa Dilma/Temer e estava sendo “tratorado” (termo usado pelos assessores de Temer) pelo Lobby de Temer que gostaria de livrá-lo de possível desfecho negativo com o atropelamento das manifestações favoráveis ao seu afastamento, não mais deve ser esse o posicionamento dos apoiadores de Temer. O que se chama em Brasília de “a válvula institucional” vai ter que ser acionada? É uma séria possibilidade, mais rápida e menos dolorosa.

Em todos esses casos assumiria de imediato o presidente da Câmara dos Deputados (já que não mais existe vice) e este conduziria o processamento de novas eleições pela via indireta, ou seja, o Congresso Nacional faria a escolha do próximo presidente dentre seus membros... parece horrível... mas, com as opções que temos, ainda é a melhor dentre as péssimas possibilidades. Essa é a possibilidade constitucional, a que preserva nosso estado democrático de direito do desmonte completo da sua respeitabilidade.

Ainda que a grita popular, capitaneada pelos interesses da oposição (o que não é nem errado e nem inesperado) se volta para as eleições diretas, uma solução que, além de não ser legal e nem constitucional, teria um enorme custo político e jurídico, fora o econômico, uma vez que demandaria uma Emenda Constitucional casuística e retroativa, um monstro que poderia ser a causa mortis da Constituição de 1988. Num cenário de eleições diretas, nos veríamos diante de crescimento dos candidatos que vem “correndo por fora” como Jair Bolsonaro e João Dória e o provável Lula candidato à redenção junto com a Presidência (isso considerando que este não seja condenado antes do pleito e possa se candidatar).

Em paralelo as gravações atingem com mais força ainda o presidente do PSDB nacional Aécio Neves, indefensável sua condição, o que sepulta as pretensões políticas por um longo tempo (não me atrevo a dizer mais que isso...) mas que deixam claro de uma vez por todas o caráter apartidário da Lava Jato, a argumentação de que era um pretexto para a perseguição de Lula e demais membros do governo anterior cai por terra diante da dureza do atingimento do Poderoso Aécio Neves... É o fim de uma retórica vazia, é preciso melhorar a argumentação agora.

São momentos cruciais, os próximos dias são plásticos e todas as formas lhes serão possíveis, desde a grita por ditadura, e outros raves retrocessos até o final encaminhamento para um Brasil melhor, tudo está em aberto. Vamos nos apegar ao primado constitucional e permitir ao Brasil a sua reconstrução dentro do que é o melhor para o país. A limpeza é profunda, é uma hora de dor necessária, o Brasil cresce nesse sofrimento pois expurga a sua ferida e se prepara para seguir sobre uma base melhor.

As reformas pretendidas param, não há capital político, não há vontade e nem mesmo condições de desviar os olhos do destino imediato do mandatário do país para tratar de nenhuma outra pauta. Freia, infelizmente, a recuperação econômica esboçada e as desconfianças do mercado são justificadas, estamos novamente em situação de alerta vermelho no cenário econômico mundial, sair dessa crise é complicado sem a finalização desse nó institucional...

Para agora, é o que se pode analisar, a cada hora mais e mais informações e mudanças nos atingem, é importante manter a mente aberta e o espírito preparado, o Brasil não é para amadores...

Fonte: Ilana Alencar
Publicado por: Ilana Alencar

Tags: aecio neves, Cunha, foratemer, impeachment, lava-jato, Temer, TSE
Publicado em Cosmopolítica
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