Publicado em: 16/05/2017   -   Atualizado: 16/05/2017 22:59:01

O universo feminino de Gustav Klimt

Conheça a história desse artista vienense

Ça va! Este mês é considerado sinônimo de amor e feminilidade. Portanto, hoje estou emocionada em falar de um artista genial que na sua época foi bem polêmico e do qual eu tive o privilégio de apreciar suas telas no museu Belvedere (que significa "bonito de se ver") em Zurique, no mês passado. Estou a falar do desenhista e pintor austríaco Gustav Klimt! Ele nasceu em 17 de julho de 1862, na cidade de Viena. Suas obras se enquadram em dois movimentos artísticos: o simbolismo e a art nouveau.

Gustav Klimt iniciou aos 14 anos seus estudos na Escola de Artes e Ofícios. Em 1880, juntamente com seu irmão Ernst, Klimt abriu um ateliê de painéis decorativos. Em 1897 fundou o grupo Secessão, uma crítica à liberdade de criação contrapondo-se ao conservadorismo das academias. O afresco Beethoven Frieza é um dos grandes exemplos desse período.

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Beethoven Frieze (1901-02) (Foto: Reprodução)


Ao deixar o grupo Secessão em 1905, as obras de Klimt passaram a ter um caráter mais pessoal, onde a mulher tornou-se o principal foco do pintor. Na maior parte de seus trabalhos podemos observar a figura feminina em poses sensuais e seminuas; onde as curvas e olhares evocativos parecem seduzir e brincar com o observador. Os ornamentos, movimentos e enfeites nas pinturas, principalmente flores e as cores dourada e prateada, são outras características de Gustav, criando uma áurea de sonho e delicadeza. A nudez é sempre crua, onde o nu frontal, mostrando os pelos pubianos, romperam com o conservadorismo da sociedade e das artes na época.

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Judith I (1901) (Foto: Reprodução)


Outro elemento que percebi nas pinturas de Gustav Klimt são as ruivas e a figura de sereias, vistas pelo artista como um símbolo de feminilidade. Já a presença masculina se faz presente como voyeur ou complemento. Uma de suas maiores obras foi Judith I, onde o ícone de mulher fatal carrega no olhar uma sensualidade e dominação vivas. Pertencente a “fase dourada” do pintor, sua obra prima mais reconhecida é o delicado e marcante “O Beijo” (1908), retratado com pequenos objetos e formas geométricas.

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Gina Castelo Branco apreciando a obra prima de Klimt no museu Belvedere (Foto: Arquivo Pessoal)


No final da vida, ele abandonou o dourado e as cores fortes, passando a utilizar os tons pastel. Em 1910, participou da Bienal de Veneza e no ano seguinte recebeu o primeiro prêmio na Exposição Internacional de Roma. Gustave Klimt morreu no dia 6 de fevereiro de 1918, na mesma cidade que nasceu, vítima de um ataque de apoplexia. Eu tive o prazer de conhecer suas obras e me encantei. Foi emocionante ver de perto os traços de Klimt. Agora, fique com as dicas de hoje e au revoir!

Dicas

Para quem quer conhecer mais do Gustav Klimt, deixo como dica o filme “Klimt” do cineasta Raoul Ruiz, com o propósito de retratar a vida do artista. Assistam!

Parabéns!

Primeiramente, parabéns pelo êxito da exposição Reflexos de Amor na Montmartre e a todos os artistas que contribuíram para que fosse um momento belíssimo. Lembrando que a exposição será prorrogada até o dia 05 de junho. Aproveite!

Parabéns também, aos artistas que expuseram na Exposição Maria, Maria que aconteceu semana passada no shopping Riverside, contando com muitos artistas da UAPPI e artesãs.

 

Fonte: Gina Castelo Branco
Publicado por: Gina Castelo Branco

Tags: art nouveau, arte, Gustav Klimt, Museu, simbolismo
Publicado em Artlife
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